quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

























todas as manhãs, o metro cheio de gente
todas as manhãs, eu e tu, num metro cheio de gente
todas as manhãs, eu e tu, cada um num metro diferente, cheio de gente
todas as manhãs, eu e tu, cada um num metro diferente, pisamos o mesmo chão, temos o mesmo olhar distante, os mesmos gestos indistintos que toda a gente.
todas as manhãs, eu e tu, vemos pessoas como nós, morrer enquanto esperam o fim do dia.

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