terça-feira, 4 de dezembro de 2007

"(...) Mas dei a conhecer o essencial da regra: no sistema,
a lei máxima é a reciprocidade das forças e a singularidade das órbitas.…


Se eu agi desinteressadamente,
unicamente ocupado em construir o "círculo da companhia",
então

não me devo preocupar, se ela é um corpo celeste que volta,
ou um cometa errante. Voltará se houver para ela uma órbita
nesse círculo, e se for ela a dever percorrê-la.



O olhar e o entendimento podem errar,
o amor não.

Ninguém, nesse caso,
se engana de figura, mas não importa quem
se pode enganar de amante.
"


Maria Gabriela Llansol - Contos do Mal Errante

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