Hoje no final da manhã fui tomar um café, precisava de um estímulo para tentar uma concentração honesta.
No caminho encontrei dois ou três colegas a quem não me apeteceu fazer mais do que um aceno breve. Não parei nem desviei o olhar até chegar à máquina e conseguir dar ao meu corpo aquilo que ele tanto precisava.
Pus uma moeda de 50ctm e quando me curvava para tirar o troco, fui puxada na direcção de uma porta que dá para uma arrecadação minúscula, entre a sala de fumo e a copa.
No escuro procurei um interruptor, para ver quem tinha sido o espertinho autor da brincadeira. Acendi a luz e vi-te a olhar para mim.
Estavas de fato, deves ter vindo em trabalho.. Fica-te bem. Não realça as formas mas dá-te um ar sexy.
Ainda meio tonta pela surpresa, caída no chão, endireitei-me apenas o suficiente para conseguir chegar ao fecho das tuas calças e cumprimentar o jr.
Segurei com força as tuas nádegas enquanto o acariciava com a minha língua. Queria ter a certeza que não estava a sonhar e que não te irias embora se eu piscasse os olhos.
“Então..” disseste-me, num tom de voz arrastado, atrevido, que me deixou arrepiada, “surpreendida por me ver?” Puxaste-me para cima e passaste a mão na minha cintura, acariciando a pele que espreitava entre as calças e a blusa.
“Pois.. muito” Respondi..
Não foi certamente uma das minhas melhores frases… mas naquela situação, o facto de ter conseguido dizer alguma coisa já me surpreendeu.
“Tinha uma reunião para estes lados e imaginei que gostasses de me ver”, disseste-me, enquanto fazias escorregar a tua mão pelas minhas calças, afastando e elástico das cuecas e continuando a descida lenta.. “E ela, achas que também está a gostar?”
“Sim, muito”, respondi ao mesmo tempo que ia apertando os joelhos um contra o outro. Mas, antes que eu pudesse fazer o que quer que fosse, deslizaste um dedo pelo meu corpo dentro.
Não tive nem tempo de respirar fundo, nem de olhar-te nos olhos e beijar-te como me apetecia, a tua outra mão já havia descido pela parte de trás das calças e chegava ao meio das minhas pernas.
Assim presa pelos teus braços, as pernas já trémulas, o corpo a ficar quente, soltei um pequeno gemido, que fez com que te risses baixinho.
“Hmmm, parece que sim” disseste, e em resposta ao meu gemido, prendeste-me entre os teus braços com firmeza e mexeste com mais vigor os dedos.
Tornava-se difícil conter outros gemidos que teimavam em escapar dos meus lábios.
“Sabes, C…” continuaste, olhando-me directamente nos olhos, falando e mexendo o dedo para baixo e para cima, aparentemente esquecido do facto de que estávamos a fazer aquilo atrás de uma porta que dava para uma sala cheia de pessoas, “a noite de ontem foi muito interessante”. Paraste e subiste os dedos, acariciando levemente o meu clítoris.
Não consegui conter um gemido bem alto. Impossível. Se fosse apenas a tua mão, ou apenas o teu tom de voz ou a tua expressão.. Mas tudo junto foi mais do que eu conseguia aguentar.
“Vim aqui para continuarmos o que começámos ontem”, disseste perto do meu ouvido, enquanto beijavas o meu pescoço.
“Mas…aqui??” perguntei, já completamente entregue a todas as tuas vontades.
Paraste um bocadinho… tiraste uma das mãos das minhas calças e seguraste o meu queixo. Olhaste-me de novo nos olhos e respondeste “Não, aqui não.. Cada coisa no seu lugar, tem calma.” E antes que eu pudesse responder, tiraste do bolso qualquer coisa que não percebi de imediato o que era… Mas que não demorei muito a saber…
O objecto desconhecido era uma garrafa pequena de água, que despejaste na minha cara.
A minha reacção foi empurrar-te para longe, e perguntar porque tinhas feito aquilo. Olhaste-me com a maior naturalidade e respondeste “Estava só a tentar imaginar como ficarias sexy com a blusa molhada, toda colada ao corpo”.
Abri a boca para te responder qualquer coisa, mas beijaste-me e disseste “Até logo”.
E foste embora sem dizer mais nada.
Fiquei durante alguns minutos sentada na salinha, as costas apoiadas na parede. A olhar para a blusa toda molhada.. os mamilos arrepiados.
De seguida, aproveitei o facto de ser hora de almoço e não estar ninguém a fumar, saí da salinha e vim cá acima buscar um casaco.
Fui finalmente tomar um café, o corpo dividido entre o frio provocado pela água e a tensão sexual deixada pela tua visita.
Ainda tentei pensar numa desculpa para sair e já não voltar cá esta tarde, precisava estar contigo.. mas o café, aos poucos, foi-me deixando mais calma.
Voltei, troquei a blusa molhada por uma t-shirt que tinha aqui para oferecer, vesti o casaco por cima e preparei-me para atravessar calmamente as horas que nos separam.
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