quinta-feira, 24 de abril de 2008
killing all ghosts
Não há dúvidas que sejam infinitas.
Talvez porque não me corre nas veias sangue idealista.
Sinto apenas algum cansaço.
Nem sei dizer particularmente se disto ou daquilo.
Cansaço apenas.
De tudo, de nada.
Esvoaço,
Tropeço,
Desço profundo...
Mas fica a certeza,
apesar do cansaço,
que nada do que faço
é infecundo.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Abrir o coração, pelo amor que temos à verdade e à honestidade, não é senão a prova de que consideramos, mais do que a fidelidade, a lealdade e a sinceridade.Nem sempre é fácil confessar, nem sempre se consegue ficar de ânimo leve depois de ouvir.
Quem ouve, tenta relativizar, quem confessa, tenta reparar.
No fim, resta a confiança, abalada em maior ou menor grau, e alguma fé no amor.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Sunset Boulevard
GILLIS May I say you smell real special?
BETTY
It must be my new shampoo.
GILLIS
That's no shampoo. It's more like a pile of freehly laundred hand-kerchiefs, like a brand new auto-mobile. How old are you anyway?
BETTY
Twenty-two.
GILLIS
That's it -- there's nothing like being twenty-two. Now may I suggest that if we're ever to finish this story you keep at least two feet
away from me ... Now back to the typewriter.
terça-feira, 15 de abril de 2008

Conta-mo outra vez: é tão bonito
que não me canso nunca de escutá-lo.
Repete-me outra vez que o par
do conto foi feliz até à morte.
Que ela não lhe foi infiel, que a ele nem sequer
lhe ocorreu enganá-la. E não te esqueças
de que, apesar do tempo e dos problemas,
continuaram beijando-se cada noite.
Conta-mo mil vezes por favor:
é a história mais bela que conheço.
Amalia Bautista
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Por detrás destas palavras, o eco daquele sítio que tem o nome “estar contigo”.Excede-me, incendeia-me, esse lugar inexacto e incerto que és tu.
Se houvesse uma regra, seria nunca definir-te. Simplesmente poder estar nos momentos em que (me) aconteces.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
o que dá cor aos meus dias

o sorriso com que me recebes pela manhã
o beijo com que me embalas quando o sono nos aconchega,
o discorrer suave das tuas palavras
a ânsia que provocas na minha pele
a alegria do riso escondido nos teus olhos
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Happy Weekend

Quanto mede a felicidade?
Quantos sorrisos são necessários para ilustrar o mais breve momento convosco?
Quanto tempo dura um doce na boca até derreter?

Não é uma coisa só,
São muitas coisas nuas.
Não é o desabar de uma casa.
É percorrer os seus escombros.
Não é aguardar por um filho.
É voltar a sê-lo.
Não é penetrar em ti.
É sair de mim.
Não é pedir-te que faças.
É fazer-te.
Não é dormir lado a lado.
É estar jacente de mãos dadas.
Não é ouvir vento e chuva.
É franquear-lhes a cama.
E relâmpago que pela terra se funde.
António Osório
quinta-feira, 3 de abril de 2008

dentro de si, escondida, a luz das flores,
e, graças ao teu amor, vive obscuro no meu corpo
o denso aroma que subiu da terra.
Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
amo-te directamente sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra maneira,
a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és,
tão perto que a tua mão no meu peito é minha,
tão perto que os teus olhos se fecham com o meu sono.
Pablo Neruda
terça-feira, 1 de abril de 2008
Enfin pour consommer la preuve de notre faiblesse je finirai par ces deux considérations...
Voilà notre état véritable. C'est ce qui nous rend incapables de savoir certainement et d'ignorer absolument. Nous voguons sur un milieu vaste, toujours incertains et flottants, poussés d'un bout vers l'autre; quelque terme où nous pensions nous attacher et nous affermir, il branle, et nous quitte, et si nous le suivons il échappe à nos prises, nous glisse et fuit d'une fuite éternelle; rien ne s'arrête pour nous. C'est l'état qui nous est naturel et toutefois le plus contraire à notre inclination. Nous brûlons du désir de trouver une assiette ferme, et une dernière base constante pour y édifier une tour qui s'élève à l'infini, mais tout notre fondement craque et la terre s'ouvre jusqu' aux abîmes.
Blaise Pascal
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