Não encontrarás aqui a fluência
de algum ventre polido ou verso límpido
porque estas palavras conhecem as paredes
que não ouviram a angústia e a vertigem
mas têm o sal das lágrimas obscuras
para sempre ignoradas para sempre futuras
nem ouvirás o som das aves frias
mas sentirás o arrepio de sombras sobre as pedras
ouvirás talvez um suor de silêncio
António Ramos Rosa
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
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1 comentário:
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