segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

poema de arrepiar

Não encontrarás aqui a fluência
de algum ventre polido ou verso límpido
porque estas palavras conhecem as paredes
que não ouviram a angústia e a vertigem

mas têm o sal das lágrimas obscuras
para sempre ignoradas para sempre futuras
nem ouvirás o som das aves frias
mas sentirás o arrepio de sombras sobre as pedras

ouvirás talvez um suor de silêncio


António Ramos Rosa

1 comentário:

Camilo disse...

me parece bueno tu blog

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