As próximas 9 horas serão oficialmente day dreaming com relvinha fresca, salada de fruta e muita risada.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Ooh la la picnic mood
Hj acordei num picnic mood…

As próximas 9 horas serão oficialmente day dreaming com relvinha fresca, salada de fruta e muita risada.
As próximas 9 horas serão oficialmente day dreaming com relvinha fresca, salada de fruta e muita risada.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
You go to my head
You go to my head
With smile that makes my temperature rise
Like a summer with a thousand Julys
You intoxicate my soul with your eyes
Tho I'm certain that this heart of mine
Hasn't a ghost of a chance in this crazy romance,
You go to my head.
With smile that makes my temperature rise
Like a summer with a thousand Julys
You intoxicate my soul with your eyes
Tho I'm certain that this heart of mine
Hasn't a ghost of a chance in this crazy romance,
You go to my head.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Insónia

À noite, mesmo com as luzes do quarto apagadas, um halo de milagre sobre a cama, um dia mais secreto, mais íntimo, a modelar as coisas e os corpos. A claridade vinda não sei donde, da pele talvez, transfigurava tudo, as almofadas inchavam de luz, cada prega do lençol desfazia-se e refazia-se numa cadência de onda. O silêncio da rua que o silêncio da chuva, de tempos a tempos, aumentava, acrescentando palavras às vozes. Meu Deus, como com tão pouco se constrói o mundo.
António Lobo Antunes.
António Lobo Antunes.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Sugestões para atravessar agosto

Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro - e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cães. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só nos lembrarmos disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tantos do tantos de dois mil e tantos e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.
[...]
Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter demais no tema. Mudar de assunto, escrever rapidamente o ponto final, sinto muito, perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco: .
Caio Fernando Abreu
[...]
Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter demais no tema. Mudar de assunto, escrever rapidamente o ponto final, sinto muito, perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco: .
Caio Fernando Abreu
Gosto de vir aqui...

Vir dizer-te sentimentos por escrito..
Mas é diferente o “gosto de ti” que te escrevo e aquele que te digo quando estamos deitados, no escuro, mesmo antes de adormecer..
Apeteces-me, agora, sempre, repetidamente.. e escrevo-te “sinto a tua falta”.
E é tão diferente a vontade que tenho de ti quando estás perto e posso tocar-te..
Mas é diferente o “gosto de ti” que te escrevo e aquele que te digo quando estamos deitados, no escuro, mesmo antes de adormecer..
Apeteces-me, agora, sempre, repetidamente.. e escrevo-te “sinto a tua falta”.
E é tão diferente a vontade que tenho de ti quando estás perto e posso tocar-te..
Gosto de te escrever, de haver este meio da ponte onde te visito a meio do dia..
Contudo, comparadas com o que sinto, estas palavras não passam de sussurros.
Memórias apenas.. que ficaram na ponta dos dedos.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
{...}É pra lá que eu vou...
É para lá que eu vou...Para além da orelha existe um som, à extremidade do olhar um aspecto, às pontas dos dedos um objeto - é para lá que eu vou.
À ponta do lápis o traço.
Onde expira um pensamento está uma idéia, ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria, à ponta da espada a magia - é para lá que eu vou.
Na ponta dos pés o salto.
Parece a história de alguém que foi e não voltou - é para lá que eu vou.
Ou não vou? Vou, sim.
E volto para ver como estão as coisas.
Se continuam mágicas.
(...)
Clarice Lispector - "Onde estivestes de noite"
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Sento-me, endireito as costas,
estendo os braços em direcção ao teclado,
fecho os olhos
e deixo as mãos caírem nas teclas.
Sinto-te aqui,
a deslizar pelo meu corpo..
a escorrer pelas minhas veias.
Vertemo-nos, como água, que passa de um co(r)po para o outro.
E a cada dia me sinto mais de ti,
a cada dia te sinto um pouco mais de mim.
Regresso
Regressei à leitura.
Escolhi um livro que li pela 1ª vez em 2002, quando ainda procurava ajustar-me à Lisboa de ritmo agreste e impiedoso.
“Onde estivestes de noite”, de Clarice Lispector.
(...)
Um diálogo que ela fazia consigo mesma:
- Está fazendo alguma coisa?
- Estou sim: estou sendo triste.
- Não se incomoda de ficar sozinha?
- Não, eu penso.
Às vezes não pensava. Às vezes a pessoa ficava sendo. Não precisava fazer. Ser já era um fazer. Podia-se ser devagar ou um pouco depressa.
- Está fazendo alguma coisa?
- Estou sim: estou sendo triste.
- Não se incomoda de ficar sozinha?
- Não, eu penso.
Às vezes não pensava. Às vezes a pessoa ficava sendo. Não precisava fazer. Ser já era um fazer. Podia-se ser devagar ou um pouco depressa.
(...)
Apaixona-me a escrita perturbante e orgânica, desta que é uma das minhas mais frágeis, inquietantes e favoritas escritoras.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
pausa estival

Como um móvel que não se limpa a toda a hora, vamos acumulando o pó dos dias.
Mudamos… não se sabe bem quando..mas aos poucos, deixamos de nos parecer com coisa nenhuma.
Mudamos… não se sabe bem quando..mas aos poucos, deixamos de nos parecer com coisa nenhuma.
Precisamos respirar mais devagar, procurar o sítio mais confortável para nos sentar.
Amolecemos, ou estamos apenas a reunir energia para a viragem?
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Hoje, no meu poemário
Certos Outros SinaisNavegamos por águas longe e pelo nevoeiro. A bordo do nosso navio fantasma SOMOS O QUE SOMOS e ao nosso redor apenas o chapinhar das águas misteriosamente calmas de encontro ao casco nos impressiona e informa. Acreditamos que jamais o homem será escravo enquanto houver um só Poeta, isolado e ignorado que seja, a reclamar de si mesmo a decisão ou indecisão magníficas.
O homem não é um "animal". Esta catalogação é um erro da Biologia.
Agrada-me profundamente saber que estou num ponto do Universo que necessita ser esticado para o lado de fora, quero dizer: para a minha frente. Se rebentar é a minha mais profunda aspiração que foi satisfeita!
O Futuro é tão antigo como o Passado. E ao caminharmos para o Futuro, é o Passado que conquistamos!
(...)
in Poesia, António Maria Lisboa
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