sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

feeeeeling good!


* dormir até tarde * ler
* pintar * deitar ao sol de barriga para o ar
* passear * sexo qd me apetecer
* saltar * correr
* olhar para ti qd acordas sem pensar no tempo * ouvir musica
* curtir o momento * arrastar-me preguiçosa pelos dias
* registar na memória novas alegrias * sem planos
* sem pressas * poder vestir a roupa às avessas *
* fazer o que me der na gana * seja na rua ou na cama

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

tédio

(..) E é isto que eu sinto ante a beleza plácida desta tarde que finda imperecivelmente. Olho o céu alto e claro, onde as coisas vagas, róseas, como sombras de nuvens, são uma penugem impalpável de uma vida alada e longínqua. Baixo os olhos sobre o rio, onde a água, não mais que levemente trémula, é de um azul que parece espelhado de um céu mais profundo. Ergo de novo os olhos ao céu, há já, entre o que de vagamente colorido se esfia sem farrapos no ar invisível, um tom algendo [sic] de branco baço, como se alguma coisa também das coisas, onde são mais altas e frustes, tivesse um tédio material próprio, uma impossibilidade de ser o que é, um corpo imponderável de angústia e de desolação,

Mas quê? Que há no ar alto mais que o ar alto, que não é nada? Que há no céu mais que uma cor que não é dele? Que há nesses farrapos de menos que nuvens, de que já duvido, mais que uns reflexos de luz materialmente incidentes de um sol já submisso? Que há em tudo isto senão eu? Ah, mas o tédio é isso, é só isso. É que em tudo isto - céu, terra, mundo - o que há em tudo isto não é senão eu!


do Livro do Desassossego - Bernardo Soares

terça-feira, 22 de janeiro de 2008


hj sinto por ti o amor mais egoísta que existe.

saber que gostas de mim faz-me querer e gostar ainda mais de ser eu própria.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Como serão em privado as pessoas que conhecemos? Quanta surpresa se o soubéssemos. Porque nós, instintivamente, tendemos a julgá-las idênticas dentro e fora de si. Mas o que somos por fora é o que aceitamos que o seja e é o que os outros estabeleceram. Um fanfarrão na praça pública pode ser um chilro piegas quando lá não está ou um medricas quando a coisa é a sério (Não dizia Aristóteles que os grandes atletas eram maus soldados?). Ou inversamente. O que aceita para si a imagem exterior de um mole, de um tíbio, de um encolhido de comportamento - no interior de si, e quando for caso disso, pode ser um obstinado de dente rilhado. Há um estilo de se ser que se adopta por convenção generalizada, orientação de uma época, obrigação protocolar no modo de nos manifestarmos.

(...) As regras de comportamento em grandezas chegam só à porta da rua ou ao menos da do quarto ou seguramente à da casa de banho. E daí para dentro, vale tudo, ou seja a regra somos nós. E é então que sabemos quem somos ou quem é aquele que consentimos que seja ou em que medida respeitamos em nós o que respeitamos nos outros. Mas nem é preciso talvez entrarmos na nossa intimidade. Quanta farófia se não desfaz em caca quando entra a polícia? Como se aguentaria ela, frente a um pelotão de fuzilamento? Mas o mesmo tipo revelado em fraqueza e enrolado de timidez poderia revelar-se em coragem quando a coisa fosse a doer. Tudo é tão casual. Somos tanto a invenção de nós em cada momento. Tudo é tão em nós uma fortuita conjugação de astros. Somos tão surpresa para nós próprios. Para a coragem ou o amor ou a verdade ou mesmo a inteligência. Ou o simples estar vivo.


Vergílio Ferreira
in 'Pensar'

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008


hoje acordei completamente curada.
dormir de conchinha faz milagres! :)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Cookies & Blues

Chungking Express

há filmes que são os melhores de todos
ocupam tanto espaço dentro dos nós que nos fazem sair todas as lágrimas e sorrisos.

relembram os momentos tristes, deixados para trás, esquecidos
relembram as gotas de água em copos já bebidos
relembram a beleza das pessoas comuns, cujos segredos são como fumo
relembram os mesmos caminhos percorridos, em busca de amor e de rumo

não via o Chungking Express há muito tempo.. mas, como o 223, continuo a pedir que se a minha memória dele tiver data de validade, que expire apenas daqui a 10 mil anos.

e, apesar de não teres gostado, tê-lo visto ao teu lado coloca-te, mais uma vez, na posição de única pessoa a estar cmg num dos meus sítios-poema favoritos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Hoje imaginei
um abraço
que me susteve
durante esta tarde
de um cinzento eterno.

Hoje imaginei
um abraço
apertado,
como as amarras que prendem os navios
aos cais agitados de inverno.

Hoje imaginei
um abraço
que me manteve inteira
quando à volta tudo se rasgava.

Hoje imaginei um abraço
que me lembrou o caminho de casa.

Hoje imaginei-me
frágil
antes do teu abraço.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O meu amor hoje é de alegria

de morango mergulhado em chocolate
de dias cinzentos e noites escarlate

O meu amor hoje é de fantasia

tem sabor de tarte de maçã com gelado
faz-me lamber os lábios molhados

O meu amor hoje não tem idade

é amor de sentir, simplesmente
colar a minha mão à tua mão quente.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Receita para ser feliz





Não sei qual é a receita para os males do meu dia-a-dia
nem sei como atrasar ou acelerar os dias mais tristes do meu calendário..
Mas se houver uma receita que me faça mais feliz
numa das linhas constará, de certeza, uma caixa de
Companhia-de-David-Para-a-Vida-Toda
e umas quantas garrafas de vinho tinto alentejano :)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

2007 - página virada


Não comi passas
Não usei lingerie azul
Não fiz o countdown
Não fiquei de nariz no ar a deslumbrar-me com o fogo-artificio

Para uma analfabeta como eu, em matéria de reveillons, foi a melhor experiência que alguém pode ter.

Uma transição fantástica, sem atropelos nem tropeços, que só mesmo tu conseguirias proporcionar.

Adorei.
Adoro-te.