quarta-feira, 24 de setembro de 2008



Se eu morrer novo,
sem poder publicar livro nenhum
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.
Se assim aconteceu, assim está certo.

Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.

Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.


Não desejei senão estar ao sol ou à chuva -
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo
(E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.

Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela unica grande razão -
Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e a chuva,
E sentando-me outra vez a porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraido.



Alberto Caeiro


Um dos meus poemas favoritos de FP .

terça-feira, 16 de setembro de 2008



Absorver-te... é um dia inteiro de trabalho, só começar.

É felicidade poder ver-te Ser. Livre. Vago. Pleno.

Amo-te, agora mesmo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008


Alegre, triste, carinhosa, aborrecida, despistada, idiota, bem disposta, irritada, tolerante, injusta, simpática, arrebatada, agressiva, atrevida, endiabrada, curiosa, desinteressada, (…) mas, acima de tudo, muito, muito apaixonada.


Renovas-me o contrato por mais um ano? :P

ONE

sooooooo happy together!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Procura-se assunto!


Faz-me alguma confusão como é que algumas pessoas parecem ter sempre assunto.
Alguns mais interessantes, outros de fugir, mas a verdade é que parece que conseguem sempre ter conversa para todas as ocasiões.
Assim que há um minuto de silêncio encaixam logo uma situação qualquer que viram, leram, viveram.. Puxam assunto como quem respira!

E eu, apesar de ter a certeza que sei pelo menos tanto sobre outros tantos temas… que já vivi situações engraçadas que servem mt bem como desbloqueadores de conversa e tudo o mais… Sinto-me perante os silêncios com uma impotência que não me conhecia.

Sei que sou naturalmente muito metida comigo mesma, que mesmo estando calada estou sempre a fervilhar de ideias… mas começo a sentir-me ameaçada por este vazio de pensamentos-partilháveis.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

bottomless hole


às vezes este blog parece-me assim.
não me apetece.