sexta-feira, 30 de maio de 2008

quarta-feira, 28 de maio de 2008




Horas depois, quando já se adivinhava o sono, a inquietude voltou.
E o mergulho profundo só foi possível quando a última gota de vida nos abandonou e o corpo secou.


O desejo impera.



terça-feira, 27 de maio de 2008




Querer ir.
Mesmo sabendo que o que nos espera é o silêncio, que temos pela frente a turbulenta intolerância.

Ir.
Na convicção dos sentimentos, as mãos em direcção a esse peito que é também abrigo.

Estar.
Palavras abafadas. Não escorregar nos suspiros.

Continuar.
Na meia luz. Tentar alguma serenidade. A noite normalmente traz descanso.

segunda-feira, 26 de maio de 2008


Devo ter desejado com muita convicção, porque de um dia para o outro mergulhei voluntaria e sem reservas nessa companhia fugidia, volátil, insegura, incerta, voraz e silenciosa que és tu.

E continuar, ainda mais convicta, a gostar de estar nos meandros deste encanto, movida por desejos crescentes por saciar… é a surpresa.
Não me imaginava assim, sussurrante, suspirante, a testemunhar esta mutação dos afectos :)

o sexo e a ansiedade

















Gosto muito do que fazes por mim. É simples de pensar.
Sei que escolho, na maioria das vezes, guardar para dentro o que vou sentindo. Mas vai saindo.
Vicio-me cada vez mais nas nossas partilhas e na simples necessidade que tenho de te olhar e observar.
Quero-te minha. E "quero-nos nossos". Por tempo indeterminado.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

unveiling


Ontem pedias-me que te segredasse o meu desassossego,
O que me fazia tremer os joelhos..
Não to disse por ser uma daquelas coisas que quando ditas perdem a verdade.

Fantasiava contigo e com um ritmo que habitualmente não é o meu.

quarta-feira, 21 de maio de 2008



Hoje apetece-me ficar assim apenas…
faz-de-conta que para sempre.
Em silêncio…
a reviver cada momento de partilha.
Hoje vou fantasiar às escondidas..
deixar-me arrastar neste remoinho de sonhos e verdades.

terça-feira, 20 de maio de 2008

call for duty



Uma desconfortável dor de tornozelo
pode transformar-se numa oportunidade
para explorar todos os toques e sentidos.

Duty calls!

Happy Girl on a Gloomy Day


Apesar da falta de cor
no vou ficar à espera
de mudanças imprevistas,
de impossíveis e insólitas conquistas.

Não vou deixar de sentir,
passar os dias contemplativa,
entre o sonho e a fantasia,
só porque nasceu cinzento um dia.






segunda-feira, 19 de maio de 2008

Miss Understood

«Pois com certeza que é — disse Ângelo. — Portanto, os indivíduos em questão
[os filósofos] estudaram tão minuciosamente e tão a fundo todas as formas
do pensamento, que essas mesmas formas lhes vão encobrir o próprio pensamento.
Se lhes puser estas verdades diante do nariz, hão-de querer tapar-lhe os olhos
com outro pedaço de forma. Acabaram, de facto, por conseguir enriquecer a sua forma
com grande número de peças e engenhosos dispositivos mecânicos, de modo que
tentam confundi-la com o próprio pensamento em questão, cuja natureza,
puramente física e de ordem reflexa, emotiva e sensorial, lhes escapa totalmente.
— Não percebi nada — disse Manjamanga.
— É como no jazz — disse Ângelo. — O transe!
— Estou mais ou menos a ver — disse Manjamanga. — Quer você dizer que do mesmo modo que há indivíduos sensíveis ao jazz, outros há que o não são.
— Isso mesmo — disse Ângelo. — Quando se entra em transe, é curiosíssimo ver as pessoas a falar, a manobrar as suas formas. Quero eu dizer: quando se sente o pensamento, quando se sente a coisa material.
— Você é um bocado confuso — disse Manjamanga.
— Nem pretendo ser claro; aborrece-me imenso tentar explicar uma coisa que para mim é da maior clareza — disse Ângelo. — E, aliás, estou-me perfeitamente nas tintas para que os outros possam partilhar ou não dos meus pontos de vista.
— Não se pode discutir consigo — disse Manjamanga.
— Crei bem que não — disse Ângelo. — Mas, ao menos, há a circunstância atenuante de ser esta a primeira vez, desde o início, que me atrevo a dizer qualquer coisa deste género.»

Boris Vian - "O Outono em Pequim"


Gosto de pessoas livres no seu pensar.
Não gosto de dar explicações.
Gosto da indiferença às opiniões contrárias.
Não gosto de pessoas irredutíveis.
Gosto de só considerar os pontos de vista que me apetecem.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Dizia J. Locke que todas as coisas boas que são realmente úteis à nossa vida, à nossa necessidade de subsistir, são normalmente coisas de curta duração, de tal modo que, se não forem consumidas pelo uso, se deteriorarão e perecerão por si mesmas.

Acho que posso justificar assim a fome constante que tenho de partilhar contigo o mais comum e banal.
Porque há coisas que sinto tão perenes que tento consumi-las na maior quantidade possível antes que acabe o prazo de validade :)

quarta-feira, 14 de maio de 2008


Dizia a Susana Tamaro, no posfácio ao Nome da Rosa, de U. Eco:

Penso na atitude pós-moderna como a daquele homem que ama uma mulher muito culta e que sabe que não lhe pode dizer “Amo-te loucamente” porque ele sabe que ela sabe (e que ela sabe que ele sabe) que aquelas palavras já foram escritas por Barbara Cartland. Ainda assim, há uma solução. Ele pode dizer “Tal como Barbara Cartland diria, amo-te loucamente”. Nesse momento, tendo evitado a falsa inocência, tendo dito claramente que já não é possível falar inocentemente, ele terá contudo dito o que queria dizer à mulher: que a ama, mas que a ama numa época de inocência perdida. Se a mulher for nisto, terá recebido, de qualquer modo, uma declaração de amor. Nenhum dos dois interlocutores se sentirá inocente, ambos terão aceite o desafio do passado, do que já foi dito e não pode ser eliminado, ambos jogarão conscientemente e com prazer o jogo da ironia... Mas ambos terão conseguido, uma vez mais, falar de amor.

terça-feira, 13 de maio de 2008

À bout de souffle Mood


Gostava de te escrever sobre o que me traz aqui diariamente, sobre o que me move na escolha destas palavras que te vou deixando dia após dia..
Partilhar contigo como por vezes me sinto, quando acho vãs as coisas que aqui registo.
Como espero sempre escrever algo que te seja novo, ou que seja, no mínimo, menos desinteressante que o que escrevi no dia anterior..
Falar-te do que me anima, dessa miragem que é o encantamento que as palavras prometem…
Dos instantes que antecedem o início de cada post..
De todas as emoções que vou dissolvendo nas minhas palavras singelas.
Dos dias em que te sinto tão mais à flor da minha pele que penso “desta vez é que é”, cheia de esperança que vou finalmente conseguir ilustrar tudo o que sinto e me fascina..

Mostrar-te que, apesar desta sensação de falhanço que sucede a cada post, fica sempre a vontade de voltar a tentar chegar a esse lugar inatingível que é aquela sensação de ter escrito exactamente o que te queria dizer.
O beijo que me apetece dar-te hoje

http://www.youtube.com/watch?v=Kx9nWdDRp1s

segunda-feira, 12 de maio de 2008


Por vezes sinto as tuas reacções à minha verdade precipitarem-me para a mentira.


Não sei se uma mentirinha tosca e vã.. daquelas que fazem rir..

Se uma vontade de simplesmente não te dizer a verdade.


Sei uma coisa: Não quero vir a sentir que para ser verdadeira comigo terei de te mentir.

Denny Rose Mood



Eleganza – Rua Do Carmo, n° 31, Lj.7
Vanity – Rua Ferreira Borges, 147b
Garota Carioca - Praça De Touros, Campo Pequeno, Lj. 40
Preferia qualquer um destes sitios a estar aqui :P

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Miu Miu mood





apetece-me uma viagem ao kitsch, exagerado e excêntrico, fora do comum...
apetece-me sonhar todos os sonhos.

apetece-me ficar barroquinha e extravagante.
render-me ao luxo puro.

It's all right.




Um elogio às noites mais chuvosas,
aos dias mais cinzentos,
aos confrontos mais violentos.



É no choque que se revela a minha natureza,
é na fúria que me renovo.
Salvo-me cada vez que explodo.




Um elogio a ti,
Por jamais me deixares sentir saciada
Por me levares a procurar avidamente
Por me destravares a alma inocente.



É quando me desprendo que encontro paz no que sou.

quarta-feira, 7 de maio de 2008


Não sei sobre o que me apetece escrever..

Falar de um lugar com sabor a novo?

Revisitar algum dos momentos que estes 8 meses encerram?

Não sei…

Há palavras que me parecem agora tão frágeis que não ouso escrevê-las.


Gostava de encontrar de novo o teu olhar próximo, os teus gestos subtis.


terça-feira, 6 de maio de 2008

manter elegante e polido?
deixar esvaziar até perder a forma?

dunno.