sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Hoje, no meu poemário

Certos Outros Sinais

Navegamos por águas longe e pelo nevoeiro. A bordo do nosso navio fantasma SOMOS O QUE SOMOS e ao nosso redor apenas o chapinhar das águas misteriosamente calmas de encontro ao casco nos impressiona e informa. Acreditamos que jamais o homem será escravo enquanto houver um só Poeta, isolado e ignorado que seja, a reclamar de si mesmo a decisão ou indecisão magníficas.

O homem não é um "animal". Esta catalogação é um erro da Biologia.

Agrada-me profundamente saber que estou num ponto do Universo que necessita ser esticado para o lado de fora, quero dizer: para a minha frente. Se rebentar é a minha mais profunda aspiração que foi satisfeita!

O Futuro é tão antigo como o Passado. E ao caminharmos para o Futuro, é o Passado que conquistamos!


(...)

in Poesia, António Maria Lisboa

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