quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Hoje escrevo-te sobre quase nada

Hoje escrevo-te sobre a simplicidade
sobre a minha respiração no teu ouvido
sobre o acto subentendido
Escrevo-te sobre a saudade
sobre a dúvida e a certeza
sobre o amor e a beleza

Escrevo-te o prometido
sobre tudo o que senti
sobre a vontade de ti.

Escrevo-te porque te amo
como uma brasa ama o lume

Escrevo-te porque te quero
como a flor quer o perfume

Escrevo-te como quem beija
sem vontade de parar

Escrevo-te infinitamente
mesmo se o poema acabar.

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