
Por vezes temos dentro de nós cartas que vamos escrevendo ao longo dos anos. Folhas que colocamos num envelope com endereço incompleto.. destinatário incerto/desconhecido. Desejos, anseios, medos, lugarzinhos que sabemos ser aquela pessoa a certa para se partilhar. E seguimos, cada dia um apontamento.. cada ano muitas confissões. Passa o tempo e quase nos esquecemos que as escrevemos para alguém, parece que já só as escrevemos para nós.. E depois há um dia em que, ao colocarmos mais uma folha, vemos que há um nome escrito.. Que tudo o que escrevemos e colocámos no envelope encontrou um nome por si.
O teu nome.
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