terça-feira, 13 de novembro de 2007

Raramente me preocupo ou procuro saber se a vida tem mesmo algum sentido. Na maior parte do tempo limito-me a ser como as crianças, que não se colocam essas questões. Outras vezes, simplesmente vivo como se a questão nem existisse.
Entre uns dias e outros acontecem manhãs como as de hoje, em que saio de casa e não consigo manter-me ao nível da inocência com que tenho vindo a atravessar os dias.
Tudo me parece muito misterioso, à procura de respostas. Tudo me parece cansado, fatigado, desacreditado.

É urgente livrar-me desta sensação de “descobrir que o prémio afinal não é tão valioso como parecia”, libertar-me deste peso de engano.

O ideal era nem precisar confrontar-me com questão nenhuma. Até porque o mais provável seria concluir que todas as respostas soam ao mesmo: Se nos perguntamos em demasia, tudo é em vão.

Já dizia Homero: Insignificantes mortais que como as folhas desabrocham e aquecem de vida, e se alimentam do que o chão lhes dá, para logo murcharem e de seguida morrerem.

A única coisa capaz de me tranquilizar nestes momentos é a fé inabalável de que o amor traz mesmo algum sentido, tal como a arte, a música, o sexo.. Onde encontro felicidade, harmonia, que me vão ditando o ritmo aos passos.

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